Bom dia Sunshine - Dia especial


Bom dia!!!

Avisou-nos hoje a Radio Comercial que neste dia se comemora o dia dos Irmãos, e mesmo longe não posso deixar de me sentir agradecida por ter os irmãos que tenho. Claro que quando somos miúdos muitas das vezes apeteceu manda-los para o espaço com passagem só de ida, mas depois nós crescemos e pensamos que afinal também poderia mandar a passagem de regresso (daqui a uns bons anos). Brincadeiraaa!!! Gente, eu amo meus irmão. Nós não poderíamos ser mais diferentes, tanto fisicamente quanto emocionalmente, mas mesmo que por vezes nossas personalidades não sejam fáceis de conjugar, há, e sempre existirá algo imensamente forte que nos une para sempre, uma infância feliz carregada de memórias seguida de uma pré-adolescência e adolescência igualmente com muitas histórias e momentos felizes.
Deias, Minas, Ramires e Xedinas. Era assim que nos tratávamos entre os quatro (isto quando obviamente não entravamos no mundo da agressão e todos se resumiam a um único nome “burro”. Lembro-me de minha mãe dizer muitas vezes: Não sei porque tive eu o trabalho de escolher nomes e vos baptizar se agora todos se tratam pelo mesmo nome – aahahahah). Quer dizer, ainda hoje nos tratamos por Deias, Minas, Ramires e Xedinas (ou burro ahahah), mas infelizmente com menos frequência. O tempo separou nossos percursos, ou melhor, nós mesmos, com nossas escolhas. Hoje vemo-nos menos vezes, mas o cheiro da casa de vista mar ainda mantem as correrias e a galhofa bem presente. Já não existem riscos nas paredes, ou a janela da porta partida que numa brincadeira meu irmão partiu numa cabeçada, mas existe aquele cheiro a casa dos pais. O cheiro dos lençóis ainda é o mesmo, e ao deitar, quando por sorte conseguimos reunir-nos as três raparigas, é impossível conter os risos nem que seja para ouvir o reclamar do quarto ao lado acompanhado por uma visita assustadora que ainda hoje nos faz o coração pulsar. Geralmente é ao deitar que nos vem a memória vários momentos que começamos a partilhar, e acabam em risota certa. Como aquela noite em que às quatro da manhã andávamos as três feitas malucas a pular na cama, de vassoura na mão a tentar matar o ET de antenas e asas voadoras que nos atormentava o sono. Claro que os gritos vinham, mesmo tentássemos domina-los, quando o ET resolvia voar na nossa direcção. Sim, é verdade, estou a falar de uma barata voadora que resolveu entrar numa batalha (na qual saiu vencedora) connosco. E foi no meio das correrias atrás da barata, seguidas das nossas corridas desorientadas a fugir dela que nossa mãe nos encontrou. Paralisamos as três (eu não sei, pois já não me recordo bem, mas acho que até a barata parou no ar).
“Mas que diabo se passa aqui??? Sabem que horas são?!!! Amanhã vai tudo acordar junto comigo as 6 da manhã para verem o que custa!” – fez uma pausa, e vendo que nos mantínhamos imóveis ainda pelo susto e meios ofegantes da correria que se havia sucedido – “E escusam de me olhar com essa cara de carneiros mal mortos!!”
E aí, caiu tudo na risota, começando pela minha mãe que caiu numa gargalhada que tentava conter apesar de não ter tido sucesso. Ainda tentou nos ralhar novamente mas a galhofa tomou conta dela também. Bom e nessa noite acabaram as minhas irmãs por se render e ir dormir com o meu irmão pois a barata havia simplesmente sumido. E pior que uma barata que nós vemos, é barata que deixamos de ver! E por isso mesmo passado um bocado também eu me rendi e acabamos os quatro a dormir feito sardinha em lata, com o resmungar do meu irmão que sem perceber o que se estava a passar, viu sua cama invadida.
E é assim, com este tipo de lembranças que ao deitar o tempo parece voltar atrás, e traz com ele aquele riso puro de criança feliz.

Um feliz dia dos irmão para todos em especial para os meus que amo MUITO!!!

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